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BRASIL, Nordeste, CAJAZEIRAS, PB, Centro, Mulher, de 20 a 25 anos, Música, Arte e cultura, Livros, Vodka, Viagens MSN - aprendizcz@hotmail.com
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O que mais gosto de fazer? Viver e bem Belchior “amar e mudar as coisas me interessa mais”. amor não se entende, se aceita ou não. Já vi e ouvi tanta coisa. Verde. Quero mudar. outra verde. verdepaz. verdeverdura... AQUI....
http://amandak.zip.net
Escrito por Amanda às 20h02
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“Quando se aprende a amar
O mundo passa a ser seu”
Enquanto a vida me causar curiosidade e estranheza ela me possuirá.
Escrito por Amanda às 20h01
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(...) O tempo, que envelhece as faces e os cabelos, envelhece também, mas mais depressa ainda, as afeições violentas...
Estas cousas fazem sofrer, mas o sofrimento passa. Se a vida, que é tudo, passa por fim, como não hão de passar o amor e a dor, e todas as mais cousas, que não são mais que partes da vida?...
(...) Peço que não faça como a gente vulgar, que é sempre reles; que não me volte a cara quando passe por si, nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor. Fiquemos, um perante o outro, como dois conhecidos desde a infância, que se amaram um pouco quando meninos, e, embora na vida adulta sigam afeições e outros caminhos, conservam sempre, num escaninho da alma, a memória profunda do seu amor antigo e inútil.
(...) Não é necessário que compreenda isto. Basta que me conserve com carinho na sua lembrança, como eu, inalteravelmente, a conservarei na minha.
Fernando Pessoa
Escrito por Amanda às 21h13
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tenho medo que um dia de tanto apagar a vida ela se rasgue.
Escrito por Amanda às 13h07
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Cazuza
O Mundo É Um Moinho
Ainda é cedo amor, mal começaste a conhecer a vida, já ancias a hora da partida, sem saber mesmo o rumo que irás tomar. Presta atenção querida, embora eu saiba que estás resolvida, em cada esquina cai um pouco a tua vida, em pouco tempo não serás mais o que és. Ouça me bem amor, preste atenção, o mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões à pó. Presta atenção querida, de cada amor tu herdarás só o cinismo, quando notares estais a beira do abismo, abismo que cavastes com teus pés.
Alguém mandou para mim essa letra, já a conhecia. Mas só agora ela me veio para refletir. Irei. Estou sempre indo mesmo. Sei lá... tudo é um moinho. Quiçá ele me leve nem sei para onde. Essa é a minha forma de esperar as coisas. Correndo contra elas. Talvez eu cante “por isso corro demais só pra te ver meu bem”, só pra te ter...
Escrito por Amanda às 21h32
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o que seria se a vida não brincasse tanto comigo? há tempos que ela exagera, acha que tenho disposição para tanto roda, pula, corre, cai, pisa, despenca e... levanta? não sou mais tão criança.
Escrito por Amanda às 08h12
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não tenho jeito para atuar e sou obrigada a ficar nesse palco da vida
Escrito por Amanda às 09h42
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quando não se tem mais o que dizer. cala. ganha tempo para que novas palavras surjam. preenchendo o silêncio mesmo que vazias. valerá a pena?
Escrito por Amanda às 17h43
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A MULHER DE LOT
A mulher de Lot, que o seguia, olhou
para trás e transformou-se numa estátua de sal.
Gênesis
E o homem justo seguiu o enviado de Deus,
alto e brilhante, pelas negras montanhas.
Mas a angústia falava bem alto à sua mulher:
"Ainda não é tarde demais; ainda dá tempo de olhar
as rubras torres da tua Sodoma natal,
a praça onde cantavas, o pátio onde fiavas,
as janelas vazias da casa elevada
onde destes filhos ao homem amado".
Ela olhou e — paralisada pela dor mortal —,
seus olhos nada mais puderam ver.
E converte-se o corpo em transparente sal
e os ágeis pés no chão enraizaram-se.
Quem há de chorar por essa mulher?
Não é insignificante demais para que a lamentem?
E, no entanto, meu coração nunca esquecerá
quem deu a própria vida por um único olhar.
Anna Akhmátova
(tradução de Lauro Machado Coelho)
Obrigada Márcia por este belo poema...
Escrito por Amanda às 15h44
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Zezinho pulsa. Arapuca . Movimenta a cabeça num gesto: “venha até aqui”. Confessa. Me espeta quando quer. Porque eu não sei dizer não a Zezinho. Só achei estranho ele com aquela transparência. Parecia encobrir todo o pensamento. O pobre sufocado. Preciso. Não podia ter muitos por aí. Eu lembrando. Hortelã. Ás vezes Zezinho tem gosto de hortelã.
Escrito por Amanda às 10h47
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Quando nasci ele me pôs escrito em vermelho na testa “não acreditem nela”. Essa é minha sina e quem irá me acreditar?
Escrito por Amanda às 10h47
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dentro de mim sempre há uma festa. confetes, doces, salgados, rimas, palavrões, sorrisos, lágrimas...
Escrito por Amanda às 17h04
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o peito soluça enquanto os olhos sorriem. mais uma lembrança. saudade.
Escrito por Amanda às 17h04
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Ontem botei minha roupa de oito anos. Sai para o parque de diversão. Sabia que brinquedo queria. Adrenalina. Só esqueci que depois que a gente cresce, o coração também, e o peito não agüenta tanta coisa. Sorte a minha que não tenho tendência a morrer de um infarto, bem é o que acho. Passei exatamente quatro horas, entre rodas, aviões, barcas, pandeiros gigantes, minhocas voadoras. Tantas cores, tantos gritos, nem lembrei que as cordas vocais não são como as de um instrumento qualquer, que quando se parte é só por outra no lugar. De volta, em casa, ao tirar a roupa pude sentir as dores, a idade se revelando ali, ou melhor, o meu mau condicionamento físico. Nem podia chorar. Mas tudo bem. Adormeci com o doce do pirulito ainda na boca.
Escrito por Amanda às 20h51
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Naquele instante, observando, parecia que a árvore me chamava. Quase perdi o pensamento, emaranhado nos galhos. Não tinha a visão dos lados. Subir. Ter asas. Ser levada para onde alguém estivesse me buscando. Mas... Bateram a porta. Era ela. Trazia os óculos. Amarras para os cabelos. Empurrou-me. E cá fiquei com os meus desertos.
Escrito por Amanda às 13h07
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Gosto de ser EU. Sem tirar nem por. EU. Não tenho para que usar escudos. Nem sei onde eles são vendidos. Sou pronome pessoal. Um caso incorreto. Singular. Primeira pessoa. EU.
Escrito por Amanda às 13h06
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Estagnei. Nisso que dá pensar demais. É como ela sempre fala. Primeiro se cria o problema depois é só resolvê-lo.
Escrito por Amanda às 13h06
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Não sei por quantos dias estarei assim. Conversas longas, palavras em ordem. Na verdade gosto de dizer tudo em uma única frase. Concisão, objetividade? Não sei. Acredito que o que é posto no papel é o reflexo do que sentimos, do que somos. Sempre fui objetiva. Sou preguiçosa. Qual dos dois tem maior influência? Ambos. Mas acontece que agora pensei que está na hora de fazer jus a esse nome de blogue. Está na hora de progredir. Ser mais responsável. E não colocar qualquer coisa como eu vinha fazendo. Pois é, me desculpem, mas era exatamente isso. Estou querendo me organizar. Não quer dizer que vou limpar toda casa, vez ou outra não segurando meu ímpeto, algumas palavras soltas ainda aparecerão. Bobagens pra uns, desabafo para mim. Conclusões do meu dia-a-dia, que precisam ser expostas. Então fica combinado.
Escrito por Amanda às 09h42
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Não é à toa. Ando séria. Vivo a fase pré-adulta. Sou uma espécie de mutante. E é isso mesmo que são todas as pessoas que adquirem uma visão de mundo precocemente. Somos mutantes porque vez ou outra nosso lado adolescente, aquele que era para prevalecer devido à idade que o corresponde, aparece e nos mostra o quão somos frágeis.
Difícil e simples é o viver: saber como dar o próximo passo. Tenho pensado muito sobre mim, sobre o que tenho que fazer, as responsabilidades que estão sendo me dadas. Fico preocupada. Quantos já me disseram, “tenha calma, você é jovem ainda e as coisas vêm, acredite”. Convenhamos, não é bem assim. Se a gente não se move, se não pensa rápido, elas passam do nosso lado e puft lá se foram. Então é isso, ter objetivos, metas e pôr em prática.
Depois de longos dias na escuridão, rabisquei meus desejos. E agora é ir em frente em busca dos meus potes de ouro, ou vocês acham que só tenho um!?
Escrito por Amanda às 09h42
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Gosto de conversar em bancos de praça. Impressão que as arvores e as flores sussurram as mais belas inspirações e o papo que aparentemente, aos que passam de cabeça baixa, pareça sem sentido, para mim se torna um bom exercício filosófico. A última conversa que tive falávamos do tempo e das coisas que permanecem desde que o mundo se fez mundo. Lembro Gil com o seu Tempo Rei “não me iludo tudo permanecerá do jeito que tem sido”. Se observarmos bem, os sentimentos humanos sempre foram os mesmos. O ódio que move as guerras, o ciúme que prejudica o amor, a inveja que amofina o coração, o amor o elixir da vida. Os mesmos, apesar de toda parafernália exterior que o homem desenvolveu. Não importa o ambiente, não importa os instrumentos, as roupas, a condição econômica, foi dado a todos, sem distinção, igualmente, o dom do sentir. E não se foge a isso.
Escrito por Amanda às 08h38
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O meu futuro é tão certinho que nem acredito, acredita? Não sou eu que penso. É fato verídico. Melhor: é fato lido na palma da mão.
Escrito por Amanda às 08h18
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Vivendo de café há dois dias. Pelo menos não é de luz como tem gente por aí.
Escrito por Amanda às 08h18
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Moro numa casa abandonada. Portas fechadas pra polícia não incomodar. Fogão apagado pros vizinhos por ventura não apagarem um suposto incêndio. A minha visão sendo corroída pelos livros e telas quatorze polegadas com luzes semi acesas. Melhor juntar as moedas e tomar um sorvete “de cajá, por favor”.
Escrito por Amanda às 08h17
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Nós somos os dois lados de um velcro. Nos encontramos, colamos e ficamos tão um... Quem ousaria separar?
Escrito por Amanda às 09h18
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“É certo que chega-se a crer, em certos momentos, que toda esta vida não é uma excitação dos sentidos, uma miragem, um engano da imaginação, mas alguma coisa de real, de verdadeiro, de existente!”
Dostoievski em Noites Brancas
Escrito por Amanda às 16h35
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Deus sabe que nunca cumpri promessa alguma. E agora ele ta me cobrando com juros e correção monetária.
Escrito por Amanda às 09h28
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O meu único problema é ter que mudar todos os conceitos. E ser o avesso do avesso do avesso.
Escrito por Amanda às 09h28
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Quero conversar. Esse blogue num tem regra mesmo. Afinal fico às vezes me perguntando como ainda alguém me visita. Tem muito que se ver por aí gente. Melhor que tudo aqui. Ora.
Pronto marquei. Segunda as sete meia. Pretendo começar com wave, é que a acho perfeita. Até hoje num entendo o porquê daquele documentário de jazz num incluir Tom. Meninos me disseram que ele é um dos mais vendidos no ramo. Ah, vai entender os americanos.
Pensando bem amanhã vou caminhar muito. Sim estava faltando entusiasmo. Aí fui ali fora olhei pro céu e sei lá, desceu uma vontade de fazer tanta coisa.
Quando voltei pra cá dei uma espiada na novela. Nunca vi uma promotoria tão atuante. Ah se a justiça fosse assim, prometia nunca mais reclamar, prometia.
Sabe, a minha sorte é que em poucas linhas recupero o ânimo...
Escrito por Amanda às 20h13
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